Os escorpiões vêm se adaptando cada vez melhor às cidades. Na natureza, eles têm uma função importante: são predadores e ajudam a controlar a população de outros animais, por isso devem ser preservados em seu ambiente natural. Dentro das áreas urbanas, porém, a história muda. Em quintais, terrenos, galpões e casas de Salto e região, a presença desses aracnídeos representa risco real, e a proliferação precisa ser evitada com controle, captura e manejo do ambiente.
Para ter uma ideia da diversidade, são conhecidas cerca de 1.600 espécies de escorpião no mundo, das quais aproximadamente 160 vivem no Brasil.
Os escorpiões mais comuns no Brasil
Escorpião-marrom (Tityus bahiensis)

Como reconhecer:
- Chamado também de escorpião-preto, tem cerca de 6 cm, corpo bem escuro e patas em tom castanho.
- No Brasil, é a espécie que mais causa acidentes com escorpião na zona rural.
Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus)

Como reconhecer:
- Comum na região Sudeste, é a principal espécie responsável por acidentes graves.
- Tem patas e cauda amarelo-claras e tronco escuro, podendo chegar a 7 cm.
Qual é a espécie mais perigosa?
A maioria dos escorpiões vive em desertos, ambientes aos quais se adaptou muito bem, suportando variações de temperatura de cerca de 40 °C ao longo de um único dia. Nas cidades, encontraram condições ainda mais favoráveis, com abrigo e comida em abundância, e se multiplicaram rapidamente. O resultado é que o Brasil vive hoje uma verdadeira epidemia de escorpiões-amarelos.
Os números do Ministério da Saúde mostram o tamanho do problema: os acidentes praticamente quadruplicaram em dez anos, passando de 40.287 casos em 2008 para 156.833 em 2018, uma média de 429 pessoas picadas por dia.
Nos períodos de chuva, esses animais peçonhentos aparecem com mais frequência dentro de casas, indústrias e comércios.
Entre todas as espécies, a mais comum e também a mais perigosa é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus). Carnívoro, alimenta-se de baratas e aranhas, mas consegue ficar longos períodos sem comer. É a espécie que mais provoca acidentes graves no país, incluindo casos de morte, sobretudo entre crianças.
Já o escorpião-marrom (Tityus bahiensis), menos conhecido do público, é o que lidera os registros de picadas no meio rural.
Três atitudes para manter os escorpiões longe
Crianças e idosos são os mais vulneráveis, mas o risco também é alto para quem trabalha na construção civil, na limpeza urbana, com redes de esgoto ou mexendo em materiais que ficaram muito tempo parados.
O que mais atrai o escorpião é a comida, e o prato preferido dele é a barata. Por isso, ele se esconde nos mesmos lugares que suas presas: bueiros, pilhas de materiais de construção, novos ou descartados, entulho, quintais e terrenos com lixo ou mato alto.
A prevenção se resume a três passos:
1) Mantenha tudo limpo: quintais, jardins e terrenos devem ficar livres de entulho, lixo e mato acumulado.
2) Vede as entradas: use ralos com fechamento, borrachas de vedação embaixo das portas e telas nas janelas. Se possível, proteja também as saídas das pias. Os escorpiões encontram caminhos que a gente nem imagina.
3) Faça dedetização: eliminar as baratas é uma das formas mais eficientes de afastar os escorpiões. O controle regular em casas, prédios e comércios é ainda mais importante no verão e nos meses quentes.
A Detecta pode montar um plano de controle de acordo com a necessidade do seu imóvel.
Como evitar que eles entrem no imóvel
O verão é a época de reprodução das principais espécies brasileiras. Com o calor, os escorpiões costumam ficar em terrenos baldios, matas e entulhos, mas acabam procurando abrigo nas construções vizinhas.
Eles se sentem seguros em meio a materiais de construção, tubulações de esgoto, frestas e buracos em paredes e até dentro de caixas de energia elétrica e de telefone.
Telas nas janelas e nos ralos e rodos de vedação nas portas são barreiras simples e eficientes contra a entrada desses animais.
Já fiz tudo isso. E agora?
O próximo passo é a dedetização profissional. Ao eliminar baratas e outros insetos que servem de alimento, a Detecta reduz a atração que o imóvel exerce sobre os escorpiões.
Vale lembrar que inseticidas que não são específicos para esses aracnídeos muitas vezes só os desalojam, sem controlá-los, e acabam empurrando os escorpiões para dentro de casas e empresas.
Inseticida de supermercado mata escorpião? Mito ou verdade
Nos meses quentes e chuvosos, as baratas deixam bueiros e caixas de esgoto em busca de comida e de lugar para se reproduzir. E na natureza, toda presa tem seu predador. No caso da barata, ele é justamente o escorpião.
Ao dar de cara com um escorpião, muita gente faz o mesmo que faria com uma barata: pega o inseticida doméstico vendido em supermercado e aplica.
O problema é que esses produtos não são eficazes contra o escorpião. Em vez de matá-lo, irritam o animal e o fazem abandonar o esconderijo. Além disso, o sistema respiratório do escorpião permite que ele fique paralisado por um tempo, dando a falsa impressão de que morreu.
Depois desse contato, o escorpião sobrevive e procura um novo abrigo, muitas vezes dentro de casa, em armários ou outros cantos escondidos. O controle de escorpiões existe, mas deve ser feito com produtos profissionais, registrados para essa finalidade.
A estratégia mais eficaz é manter a dedetização em dia para eliminar baratas e outros insetos que alimentam os escorpiões, controlando o problema pela raiz. A unidade Salto da Detecta, com a experiência de 35 anos da rede, atende Salto, Itu, Indaiatuba, Sorocaba, Porto Feliz, Boituva, São Roque e Mairinque. Fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 94118-9237 ou pelo e-mail contato@detectasalto.com.br.
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